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Alugar vs Comprar

Compare o custo total de cada opção em 10, 20 e 30 anos, considerando valorização do imóvel e o retorno do patrimônio investido.

Imóvel

Acima do IPCA. Histórico Brasil: 2–5% a.a.


Aluguel

Retorno da entrada + diferença mensal investida

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Alugar vs Comprar no Brasil: o que os números dizem

No Brasil, a decisão de alugar ou comprar vai muito além do emocional ("imóvel é segurança"). O custo de oportunidade do capital imobilizado em um imóvel pode representar centenas de milhares de reais a menos no patrimônio em 20 ou 30 anos — e isso impacta diretamente a data do seu FIRE.

A regra do 1% adaptada ao Brasil

A regra do 1% original diz: se o aluguel mensal equivalente for maior que 1% do valor do imóvel, comprar é vantajoso. No Brasil, o yield de aluguel médio nas grandes capitais fica entre 0,4% e 0,7% ao mês — abaixo do limiar. Isso significa que, na maioria dos casos nas grandes cidades, manter o capital investido e pagar aluguel gera mais patrimônio a longo prazo.

Exceção importante

Em cidades do interior ou em imóveis de menor valor, o yield de aluguel pode chegar a 0,8–1,2% ao mês, tornando a compra mais vantajosa. Além disso, imóveis residenciais têm valor emocional e de estabilidade que a matemática pura não captura.

Referências do mercado brasileiro (2024)

Dado Referência Fonte
Yield de aluguel — São Paulo 0,40–0,55%/mês FipeZap 2024
Valorização real de imóveis BR 2–4% a.a. acima do IPCA FipeZap histórico 2014–2024
Taxa média de financiamento (SFH) 10,5–12% a.a. Banco Central 2024
Retorno real Tesouro IPCA+ longo 6–7% a.a. real Tesouro Direto 2024

Perguntas frequentes

É real e válido. A calculadora mostra o impacto financeiro, mas a decisão também envolve estabilidade para a família, personalização do espaço e segurança emocional. Use os números para entender o custo dessa escolha — não para eliminar a opção.
Não — você está construindo patrimônio com cada parcela. O ponto é que, durante o financiamento, o custo total (parcela + IPTU + condomínio + manutenção) costuma ser maior do que o aluguel de um imóvel equivalente, e o capital da entrada poderia estar rendendo. A calculadora quantifica exatamente essa diferença.
Sim. O FGTS disponível para uso imobiliário pode ser somado ao valor de entrada. Isso reduz o montante financiado e as parcelas mensais. Lembre que o FGTS rende TR + 3% a.a. (ou IPCA para contas criadas após 2023) — bem abaixo do Tesouro IPCA+, então usá-lo na compra costuma ser uma boa decisão financeiramente.